25.9.17

Ainda bebo esse homem

Ah, Brasília, me brindaste com devassidão
Da mistura inócua de trevas e solidão
Vês, ninguém assistiu à nossa saliência
Do formidável enterro de qualquer decência

Me brindaste também com saudade
Reduto de idas e vindas na moralidade
De uma cilada enrustida sob a forma de rock
E o fundo niilista dando contorno e retoque
No paradoxo do caos e da mansidão
Vejo o equilíbrio que me tira o chão
E que Freud e Lacan me domem
Talvez seja capricho ou uma frugalidade
Em meio à minha excessiva vaidade
Mas eu ainda bebo esse homem

69 sonetoS de sexo e amor rimando com dor

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