25.9.17

Aoristo

Dizem que vale tudo no amor e na guerra
Você chegou para misturar os dois
Real e ficção caminham iguais à paisana
E a culpa toda é do seu sotaque

Dispenso métricas e a amarra cartesiana
A projeção que se funde à memória não erra
Quero sua ebulição irrefreada em ataque
E a paz latente pouco divulgada depois
Superego e minhas grades vão pelo ralo
Nem lei, logias ou premonições me regem
É que, no fundo, amor é anticristo
Preces e dogmas já não me protegem
Sou herege dos condicionais que me resvalo
Fazer o quê? Sobre você sou todo aoristo.

69 sonetoS de sexo e amor rimando com dor

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