25.9.17

De volta para o pau duro

Emético Paun trabalhava em seu audacioso experimento de um carro que era capaz de realizar transporte no tempo quando seu pupilo Mário MtVai surgiu aos prantos.
– Mestre, o cocô que minha crush Credislaine Carradine fez no vaso não desceu nem com DIABO VERDE, não sei mais o que fazer.
– Usou DIABO VERDE da maneira correta, moleque babaca?


– Claro, mestre, do jeito que diz aqui – disse Mário MtVai sacando a embalagem de sua maleta.
Quando ia começar a ler as instruções em voz alta para o Dr. Paun, levou dele um “pedala, Robinho”.
– Seu inútil, volta a organizar a nossa despedida dessa era, aquele BAILE DE FAVELA bem caprichado na DST e nos tiros que eu mesmo resolvo o cagalhão da sua cocota.
Dr. Paun ligou o artefato de transporte no tempo, primeiro conclamou Benedito Ruy Barbosa para ensiná-lo italiano fluente nos moldes de TERRA NOSTRA, assim que aprendeu bem a empunhar as mãos no formato de coxinha, o desovou em uma era qualquer e catou Dante.
– Andiamo all’inferno, ho bisogno di parlare con un’amico.
– Que porra é essa? Google translator tá fazendo tradução simultânea agora, ragazzo?
– Poxa, Dante, viajei décadas, imparei italiano e os cazzo todo pra ser tratado di questo jeito???
– Ma dai! Cosa desidera di me, seu arrombado?
– Preciso desentupir o vaso lá do laboratório, Mário tá carcando uma vagabunda cagona do caralho. Dio toma conta!
Dante resignou-se, conduziu Dr. Paun até os primórdios de Eva e Adão e, após um lero animal com o Criador, desenrolou de dar uma chegada no princípio, onde era o verbo.
– Dante… – Dr. Paun sussurrava se cagando de medo de dar as faces com o tão temido DIABO VERDE, o guardião-ditador mais do barulho do que Hades, fazendo estilão cosplay de Tenacious D vs the devil mas Dante não o escutava, gente das antigas já nasceu velha, era difícil de lidar.
– Dante… Dante, caralho!
– Ô merda, que sujeito chato! O que você quer, Diabo? – Eis que proferir tal palavra, tal qual Beetle Juice, conjurou o próprio.
– Só queria saber se o verbo do princípio era em português ou em italiano.
– QUEM OUSA PERTURBAR O MEU SSOOOOONOOOOAAAA – disse DIABO VERDE.
– Dante e agora??? Fudeu…
– Fermati, seu frouxo, tá mais cagão que a cocota entupidora de vaso! Lascia que eu parlo con lui. – e dirigiu-se ao poderosão – Colega, é o seguinte, vou fazer uma cláusula a mais no seu contrato praqueles filminhos do Pasolini que te falei e preciso que você quebre um galho pra esse meu parceirão aqui, falou?
– Já é, meu chapa! – ambos fizeram Hi-5 enquanto dividiam uma cuba-libre.
– Dante, caralho, não me deixa nessa aflição, Dio santo!! Deu certo? Meu vaso tá salvo?
– Tudo na maior #paz #gratiluz #gudvibes do Todo-Poderoso, pode voltar pros seus afazeres de doidão que eu vou dar umas bimbada a la bromance com esse rapaz distinto.
Emético Paun ficou confuso, não sabia que Dante era g0y, mas ele pareceu ambientado e não quis voltar para a época certa, isso só podia dar merda, pensou Paun, com Dante fora do lugar a consequência poderia ser filmes baseados em Sade caindo nas mãos de adolescentes virgens de sadismo aflorado e/ou manifestantes da uerj achando que tacar o inferno sob a forma de bombas, cartazes de palavras de ordem e papéis sujos de toda sorte de fluidos corporais é show de bola. Mas somente pôde aceitar que makthub.
O tal do DIABO VERDE parecia ser mesmo eficaz, mal chegou e já sentiu o suave aroma de flores, como se UNICÓRNIOS saltitantes em um arco-íris tivessem preenchido toda a casa. Logo ele notou que não era UNICÓRNIO porra nenhuma, era o CHEWBACCA de rabo de cavalo que resolveu virar punk e estava com o cabelo multicolorido.
– O que foi isso, CHEWBACCA??? Caralho, achei que essa moda baitola de emo já tinha sido enterrada junto com Helena. Puta que pariu!!!!
– Deu CARRAPATO, passei Kwell, cachaça, nada adiantou, aí meu amigo RG me disse que blondor é tiro e queda pra qualquer praga capilar. A-do-rei.
– Precisava fazer esse arremedo de arara no cocuruto? Tá parecendo uma bichona emo!!!
– Nem bichona nem emo, apenas Agnaldo Timóteo!
– Que seja! Preciso encontrar o Mário.
– Que Mário? – CHEWBACCA falou dando uma risadinha marota, desde que adquirira a fala não saía nada que prestava daqueles lábios de boqueteirx, estava metido a engraçadinho, gozadinho toda vida, todo melado pelos estivadores que se aliviaram nele na noite anterior.
Dr. Paun foi atrás do Mario, era a posição preferida deles, e após gozar todo aquele cuzinho acolhedor de chupa-piroca eles rumaram no tempo para poucas décadas atrás. Mário ficou maravilhado quando um cidadão, fazendo o trabalho de concierge, o recepcionou empunhando o dedinho enquanto proferia os hospitaleiros dizeres:
– Telefone, minha casa, telefone, minha casa.
Mário teve pena da pobre criatura, tão enrugada e pequena, se assemelhava até à Velha Surda da Praça é Nossa e, pensando que estava perdida, tentou lhe ajudar.
– Você tem o telefone ou o endereço da sua casa? Sabe como chegar lá? Eu vou ajudar você.
A criatura não parava de emitir essas palavras ininterruptamente e, vendo que não surtia efeito, levantou um enorme telefone de parede que estava em seu bolso:
– Telefone – mostrava o telefone – minha casa – virou dando seta de cu na cara de Mário. Então ele compreendeu que a doce criatura desejava ser penetrada pelo curioso objeto, assim o fez. A criatura era incansável. Após longas 5 horas de meteção a criatura com olhar e sorriso de paz finalmente o deixou e ele percebeu que Dr. Paun picara a mula há muito.
– Filho da puta…
Então Mário notou uma cocotinha especial, parecia uma princesa. Não era tão entupidora de vaso, faminta, suada, sonolenta e apiranhada te como Credis, mas até que tinha um brilho. Não devia lavar o rosto há muito pela maneira como aquela oleosidade refletia a luz. Ela o abordou bem saliente:
– Delícia você, te comeria todinho de garfo e faca. Me chamo Leia, qual é a sua graça?
– É, princesa… Desculpa, mas acabei de encarar uma feijoada.
– Adoro feijoada! Era só feijoada?
– Não, era ANGU, FAROFA E FEIJOADA, como diz a canção que minha crush Credis compôs pra mim, é belíssima.
“Você é peça que faltava / Me dei conta enquanto almoçava / ANGU, FAROFA E FEIJOADA / Comi tanto que vou dar uma peidada / Pensando em você…”
Leia, aquela princesa, fez ligeira cara de desagrado ao ouvir tais versos, mas Mário ignorou.
– Ah, também tinha LINGUIÇA TOSCANA. Da bem grande.
A tensão gravitacional fez o tempo parar. LINGUIÇA TOSCANA era um tipão bem-apessoado porém chato pra caralho, deus me livre, queria desconhecer, gente, sinceramente, vocês não estão acessando, que Mário reconheceu perplexo se tratar de seu pai. E então notou que a rapariga era sua mãe, eles tinham acabado de se conhecer. Deixando de lado as interrogações no coração sobre o porquê daquele apelido que sua mãe colocara em seu pai de LINGUIÇA TOSCANA. Da bem grande., ele rumou atrás de Dr. Paun, dessa vez só no conotativo, porque Paun é cabra macho madeirador de raiz, tal qual a beça e crima ameno, heterozão.
– Emético Paun, o que vamos fazer agora? Mesmo Papa sendo LINGUIÇA TOSCANA. Da bem grande., Mama quer meu cambitinho.
– Faz a linha Brasileirinhas e cai pra dentro.
– Caralho, Paun!! Se eu fizer isso eu não vou nascer.
– Interessante consideração. O vaso do meu laboratório não estaria entupido, nada disso precisaria acontecer e eu estaria em #paz trabalhando no BAILE DE FAVELA e não perdendo tempo contigo. Mário ficou cabisbaixo, não esperava aquela reação de Paun, a quem tanto prezava.
Dr. Paun percebeu o que fizera e tentou se desculpar, embebeu um PERFEX em clorofórmio e tascou na cara de Mário MtVai, ele desmaiou no ato. Mário chamou Mama e mostrou Mário nu.
– Olha aí, minha filha, é essa miserinha mermo que você quer pro resto da sua vida? Isso aí tem nem jeito, tem mais é que dar o cu porque de outra maneira não funfa não.
Mama ficou assustada. Nunca tinha visto nada tão pequeno, nem sabia que existia. Assim que bateu o olho em tamanha mixaria, seu coração palpitou por LT, já mandou um telegrama para ele dizendo que queria se casar.
Mário acordou já no BAILE DE FAVELA, com tudo nos conformes, querendo saber o que se sucedeu. Dr. Paun lhe explicou que Mama estava laaaaarga e amplamente satisfeita com Papa e que não se apaixonaria por um sujeitINHO qualquer que surgisse. Mário ficou com o coração em #paz e se pôs a fazer o passinho, sua especialidade. Credis também estava lá, com Valentina, a cocota aparentemente estava com uma dor misteriosa no lado direito do baixo-ventre há dias e já tinha cravado as mais variadas doenças, desde apendicite a GRAVIDEZ ECTÓPICA, Credis, conhecendo a peça e suar paranoia infinita tudo, sabia que nada seria melhor para curá-la do que mexer cu or moleque e voltar cu a xota ardeno.

Desafio das 10 palavras. As 10 palavras eram: Terra Nostra; Baile de favela; Diabo Verde; Perfex; Gravidez ectópica; “Angu, farofa e feijoada”; Carrapato; Unicórnio, Linguiça Toscana; Chewbacca.
Tema: Sci-fi

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