25.9.17

Adão e Eva e o purgatório

Era Carnaval e eu, virada no capiroto pela inóspita idade dos 27 anos, resolvi botar em prática um antigo sonho da infância, sair em algum bloco vestida de Eva, trajando apenas folhas de parreira. Pra ficar legal (não era o pagode na Cohab no maior astral), precisava de um Adão e o cidadão que estava me traçando no momento era muito enfraquecedor, então iniciei uma campanha em massa conclamando algum sujeito que topasse a empreitada.

Eis que me surge Adam, um deus de ébano. Alto, forte, delicioso, parecia saído de um filme pornô ou de um dos melhores contos eróticos (do tipo que não estaria neste blog, é claro). Nós já nos conhecíamos, mas nunca imaginei que ele se mostraria tão fortalecedor. Comprei um rolo de nylon e, na ausência da parreira, lancei mesmo folha de amendoeira.
A fantasia ficou ótima, cada ventada era um tapa na cara da sociedade patriarcal e um tapa na cara dos homens que olhavam e estavam com as esposas do lado bastante #xatiadas com a situação. Nos divertimos muito. Adam não era só fortalecedor e lindo, era também divertidíssimo e estar ao lado dele era risada garantida.
Após o bloco, retornamos aos nossos lares, eu precisava acordar cedo no dia seguinte mas, no caminho, o clima esquentou. Não sei se foi a pouca roupa, a química, ou o clima como um todo, mas estávamos imbuídos de um profundo tesãozinho, já fui logo pegando naquela arma de prazer e, DEUS DO CÉU, como era possível aquilo? O pau fazia jus ao clichê, era enorme e grosso. Sem dúvida o mais grosso que já cumprimentei na vida.
Boca em tudo quanto é lugar, ele desceu o banco do carona, me jogou nele e veio por cima e eu com o Éden todo abertinho, ostentando a terra prometida pra ele. Ele começou a beijar meu pescoço e minha Sarsa ardente tremulava mais que bandeira no sete de setembro, aí eu já não aguentava mais, precisava daquele cajado de Moisés dentro de mim e supliquei “mete, mete tudo, me deixa toda estragada com essa piroca gigante” ele deu uma risadinha como se eu estivesse de brincadeira, se levantou, e começou a tirar a camisinha, deu um nó e falou “hoje fizemos o test-drive, amanha, com tempo, faremos o passeio completo”. E eu fiquei “ahn? Como assim? Um pau desse tamanho e não fez nem cócegas????” como podia aquilo, gente? Mas, sendo eu a viver a minha vida, sim, podia.
Verifiquei a camisinha incrédula e ele havia gozado, ainda teve a ousadia de falar “veste a folha” com um risinho. No dia seguinte, ele chegou a me procurar para o tal “passeio completo”, mas eu estava muito ocupada, tipo pra sempre, fechando a torneira da minha casa.

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