25.9.17

Quem com consolo come...

Há cerca de quatro anos conheci o Enrico, engenheiro a trabalho no Rio, branquinho, altura mediana, inteligente, bem-humorado e com uma piroca destruidora – bem, era o que eu pensava. Enrico tinha todas as características de um cara que prometia. Mais ou menos dois meses já saindo com ele e nada de rolar a pentada violenta, parti para o
ataque, tentando uma abordagem suave porém mais direta “Quero te dar há mais de um mês, me come que não tá dando, não. Por que você tá fazendo isso comigo?”. Acho que ele entendeu o recado, porque me convidou para dormir na casa dele no mesmo dia.

Mal começou a foda, o cara já veio com aquele repertório preparado baseado em filme pornô, tão mecânico-profissional que quando dei por mim já o estava chamando de Enrico Frota. Confesso que fiquei meio decepcionada, odeio quando fazem isso, mas, enfim, quem sabe ele só queria me impressionar, já estava ali, embarquei, fazendo minha melhor cara de profisional do sexo no estilo Kamasutra, inspirada nos anos que toquei siririca pros filmes da Rita Cadillac.
Só que, para minha surpresa, a encenação não durou nem 5 minutos! Assim que comecei a chupar o cara, num rompante, ele virou e ficou de quatro, me dando seta de seu buraco de cagar, e abrindo o cu pra mim. Ok, segui “os trabalhos”, afinal eu curto bastante beijo grego e afins, mas eis que, no meio do meu segredo de liquidificador anal, o
cidadão puxa um KY. Na hora eu pensei “ih, alá! Tá querendo comer meu cu já de cara. Voraz ele, hein?!”, ledo engano! O cara mandou eu meter o dedo no cu dele. Meti metade, o cara ficou meio puto e gritou mandando eu meter o dedo todo, ok, meti, ele bem nervoso mandou eu meter três. E pedia cada vez mais fundo e mais forte. Fiz o
máximo que minha mão de pessoa de metro e meio permitiu! Ficamos nisso a noite toda, não rolou mais nada além disso, minha bacurinha e meu cu intocados e esquecidos!
No dia seguinte, já acordei chupando ele, como diz o poeta “meu coração não se cansa de ter esperança”, porém ele me afastou, abriu o cu pra mim de novo e mandou “mete”, fui pegar o KY e ele “assim não, quero no seco! Desse jeito aqui ó”, virei pra guardar o lubrificante de volta e quando olhei para o cidadão ele segurava um módico Jeffão – para as almas desavisadas, Jeffão é um humilde penetrante de 27cm, proporcional na grossura – e humildemente solicitou que eu o comesse. Fazer o quê, quem está na chuva – ainda que marrom – é pra se molhar, não é mesmo?
Comi! Queria ser comida e comi, se era isso que a vida me reservava, eu não fugiria, mas encararia a missão de coração aberto. E o fiz. E o candango não se contentou com metidas tradicionais, não!!! Comi ele em variadas posições, que eu nem imaginava serem possíveis com um consolo, mas o destino estava aí me mostrando que eram!
No final, depois do cara gozar horrores, ele teve a cara de pau de me perguntar se gostei! O que eu podia fazer a essa altura? Olhei praquele pau enorme que deus lhe deu, tão relegado, aquela bela ferramenta de trabalho com saudade da volta dos que não foram, suspirei e concordei, disse que tinha adorado! Ele ainda me procurou nas semanas seguintes, mas eu nunca mais falei com ele.

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