22.11.17

I shall never be anything else

Eu nunca vou me esquecer da primeira vez que entrei no seu carro, naquele posto, ali em frente ao metrô da Barra. E do trajeto até a praia afastada conversando sobre drama contemporâneo e fotografia.

Eu nunca teria ido se não tivesse uma viagem de avião marcada para poucos dias dali, com aquela típica sensação de "vai que". Eu nunca teria ido se... mas fui.

Costumo dizer que o que nos uniu foi seu profissionalismo irretocável. Ou minha idolatria pela sua sensibilidade de artista. Mas, sabe, a cada dia que passa e nos conhecemos mais, fica quase impossível escolher uma coisa só, porque você sabe o quanto amo até o seu nome e todas as suas nuances.

Sou grata à vida por você ter me acontecido. Sou grata à vida pela sensação de liberdade absurda que compartilhamos. Pela sensação de ser pleno só por estar vivo. Isso é seu e é lindo demais.

Sei o quanto ter me conhecido te devolveu muito do que você era e havia perdido. Mas pra mim também foi meio assim, então sou grata por tudo. Eu não tiraria nenhum detalhe.


Hoje é dia de comemoração dupla, e temos mesmo que celebrar sua existência. E o que te desejo é isso: que você seja leve, para continuar sentindo e transmitindo a arte em tudo. Que você seja forte, para não admitir que nada nem ninguém tire isso de você. Que você seja, simplesmente, porque você é toda a potência criadora do universo, e se basta. Nunca se esqueça do que me esforço todos os dias para te lembrar. Você sabe. É o que está tatuado em você e em mim, muito além da nossa pele.

For I was born to be an artist, you see. And, do what I may, I shall never be anything else.

Enquanto respirarmos, transpirarmos e vivermos o que somos, não importa o que aconteça, tudo estará em seu devido lugar. Freiheit.

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