29.7.18

Sob um milhão de estrelas

Ela sabia o quanto mexia comigo, sempre soube. Tinha se mudado recentemente e a casa estava “de cabeça pra baixo”, foi o que me disse, pediu para darmos uma arejada pela cidade.

Eu conhecia cada entrelinha e metáfora muito bem. As mensagens insinuadas meio tímidas, a saia, o perfume específico, até o jeito de repartir o cabelo. Tudo mudava conforme suas intenções, e, aquele dia, quando parei o carro e a vi trancando o cadeado, eu sabia.

Veio queimando sem me deixar levantar, pensar ou qualquer outra coisa, na hora que abri a porta do carro para recebê-la. Sentou no meu colo e minhas mãos foram, automáticas, para sua blusa. Arranhei suas costas enquanto ela me beijava. Boca, pescoço, peito… Segurou meu pau como se fosse dela. E, de certa forma, sempre foi.

Ela sabia que só ela me deixava daquele jeito. Tão rápido. Tão intenso. Tão dela. Seu domínio.

Agora me controlava com a boca, sua língua, suas mãos; deslizava no meu pau esvaziando minha mente de todas as coisas, o cheiro dela preenchia o carro.

Quando percebi, ela estava encaixada em mim, sentava fundo engolindo meu pau inteiro.

Sentou de costas, eu passava a mão por seus peitos perfeitos, apertava suas coxas. Senti sua buceta apertando meu pau quando disse que ia gozar, segurei seus cabelos pela nuca e não demorei pra gozar também, logo em seguida, bem no fundo dela, ainda sentia suas contrações.

Ela entregue no meu peito e sua respiração no meu ouvido eram agora a moldura perfeita da noite estrelada que se estendia em cima de nós dois.

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