8.2.19

Imanência

Deep Purple sempre me lembra você.

E não é por ser uma das suas preferidas, claro que não. Nem pelas conversas em bares com fundo musical óbvio e conversas que vão desde passas ao rum ser um absurdo ao índice da Nasdaq de semana passada, mais ainda.

É metade a coisa antiquada, mas com ares de libertação, tão caros ao novo, ao imediato e a tudo o que a gente respira por aí.

Controvérsias dos nossos muitos eus em mutação disputando nosso pódio.

E metade aquela coisa do falsete largado no ar, como se não tivesse desfecho, que simplesmente se dissolve.


Essa pra mim sempre foi a metáfora mais perfeita de você, Elizabeth. Mesmo que eu nunca (antes) tenha falado.

E então me vêm as Malditas Memórias.

A maioria, atrelada a estradas. Algumas literais, com música, paisagens e desencontros, que disparate - distância é um conceito deveras peculiar. Chegadas, partidas, percursos. Principalmente eles.

E veja, minha querida, como a vida é injusta. Você tinha razão, e isso é tão cruel. Flores frutificam no deserto. Mas cultivar é sempre algo tático demais pra quem não tem porto e se ancora breve.

Guess I'll always be a soldier of fortune.

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